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Só administrador ‘hypado’ enfrenta o mundo em transformação, alerta especialista

Em palestra na Metodista, ex-aluno mostra como agir diante de mudanças, inclusive as que ainda vão ocorrer

23/09/2019 18h35 - última modificação 24/09/2019 20h49

Em palestra na Metodista, ex-aluno mostra como agir diante de mudanças, inclusive as que ainda virão

Não é mais opção. É questão de sobrevivência em um mundo constantemente em mutação o profissional administrador estar atualizado em conhecimentos e conectado com novas formas de gestão. O administrador ‘hypado’, como vem sendo chamado, é capaz de acompanhar temas que estão em alta (daí o termo hype) para agir no presente e até intervir em cenários que ainda virão.

Foi com esse tom de alerta que o ex-aluno de Administração da Universidade Metodista de São Paulo, hoje professor e consultor Yuri Lázaro de Oliveira Cunha, conduziu palestra sobre Management Hype - Perspectivas do Futuro da Gestão, às turmas de Administração e Comércio Exterior da Umesp. O encontro na noite de 11 de setembro homenageou o Dia do Administrador, que transcorre em 9 de setembro, e trouxe conselhos como o de que todos os profissionais e empresas devem ter áreas de inteligência de mercado e de estratégia, sob pena de naufragar a exemplo do que ocorreu com Xerox e Kodak.

Acompanhe a entrevista ao portal da Metodista de Yuri Cunha, que se formou em 2008 na Umesp, é doutorando em Análise e Administração de TI pela EAESP/FGV, onde também fez mestrado em Estratégia Empresarial:

O que é Management Hype e por que, segundo sua palestra, está no futuro da gestão?
R - É uma visão autoral sobre as perspectivas do que seria o futuro da gestão moderna. O termo ‘hype’, que aqui no Brasil até tem a gíria ‘hypado', está ligado a questões emergentes que têm altas expectativas, como o próprio tema em inglês sugere. Ou seja, temas que estão em alta.

O Management Hype traz para discussão a gestão em alta como resposta paras grandes mudanças, com novas perguntas para as quais ainda não temos respostas prontas. As rápidas mutações trazem novos dilemas éticos, novos meios de trabalho que alteram drasticamente os modelos e novos arranjos empresariais.

Por exemplo, novos problemas: como empresas em setores em rápida transformação sobreviverão? Como detectar mudanças comportamentais, mercadológicas e estéticas? Como agir de maneira preditiva neste contexto? Nessa visão, a gestão é ferramenta essencial para que possamos tomar hoje ações para garantir a sobrevivência e relevância no amanhã.

No que se diferencia dos conceitos hoje utilizados em Administração?
R - Os conceitos existem há muito tempo, porém muitos ‘gurus’ colocam nova embalagem. Por exemplo, a gestão horizontal aparece desde a década de 1960 na literatura. Mas atualmente, salvo algumas alterações contextuais, é apresentada em novo formato como holocracia, organizações Teal, BetaCodex, modelo Spotify, entre outros.

Acredito que não existe o melhor modelo. Existem contextos e no que modelos fazem mais sentido nesses contextos. Por exemplo, as forças militares norte-americanas são altamente verticalizadas no comando e controle. Mesmo assim, é a organização mais inovadora do mundo, pois muitos avanços tecnológicos vêm de investimentos na indústria bélica. Ou seja, a literatura clássica em gestão nos provê discernimento.

Empresas de todos os portes e segmentos podem adotar o conceito ‘hypado’?
R - Todas as pessoas e empresas deveriam ter áreas de inteligência de mercado e de estratégia por questão de relevância e sobrevivência. Algumas empresas fazem isso de modo intuitivo, outras simplesmente ignoram a mudança. A história mostra que isso pode ser perigoso, como nos casos da Xerox, Kodak e muitas outras.

Que competências o profissional deve ter para se um administrador ‘hypado’?
R - O administrador ‘hypado’ é aquele que sempre está se atualizando, buscando novos cursos, negócios, eventos, expandido a rede profissional. É o conceito do ‘lifelong learning’, aprendizado contínuo pela vida toda. O aprender, desaprender e reaprender. Não é mais uma opção.

Veja a mudança nas novas formas de trabalho, que diminuem muitos postos de trabalho tradicional. A CLT com 30, 40, 44 horas semanais está sendo substituída pelos PJ, freelancers etc. Pessoas em trabalhos tradicionais estão cada vez mais sobrecarregadas, fazendo tarefas de várias pessoas e atuando 10, 12, 14 horas por dia. Há casos de jornadas até maiores. É questão de sobrevivência.

Onde têm ocorrido mudanças mais acentuadas?
R – No campo da tecnologia, na computação quântica, que muda drasticamente o modo como conhecemos e usamos computação. Na mobilidade temos exemplos como Uber Air, EmbraerX, Ehang184 e Hoverbike. No varejo temos a Zaitt, Amazon e Amaro, que são novos formatos e canais no phygital, ou seja, todos direcionados pelos dados.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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