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Projetos sustentáveis vão de gastronomia e tênis-verde à lavagem de carros a seco

Alunos de Administração montaram a III Feira de Projetos Sustentáveis nas noites de 16 e 17 de novembro

21/11/2017 17h05 - última modificação 04/12/2017 18h35

Alunos expuseram mais de duas dezenas de projetos na edição 2017 da Feira

Reforçar o circuito gastronômico da histórica Vila de Paranapiacaba, em Santo André, com um vagão típico da britânica São Paulo Railway foi uma das mais de duas dezenas de ideias expostas na Feira de Projetos Sustentáveis da Universidade Metodista de São Paulo, este ano na 3ª edição. O evento mostrou ainda o tênis-verde com solado de pneus reciclados, uma embalagem plástica para alimentos feita a partir de caroço de manga e a lavagem a seco de veículos em domicílio.

A Feira realizada nas noites de 16 e 17 de novembro reuniu trabalhos de estudantes de Administração no Programa de Ação Profissional Integrado (PAPI) durante o 2º semestre. O conceito de sustentabilidade é inserido de maneira transversal nas graduações da Metodista, em que os alunos são desafiados a pensar em soluções inovadoras, social e ambientalmente responsáveis. No caso de alunos de Administração, também é inserida a questão de redução de custos administrativos.

A Esteticar Lava Rápido, por exemplo, é um serviço de lavagem automotiva a seco que vai até condomínios residenciais e que dispensa uso de água potável. Além da comodidade aos clientes, que pagam em média R$ 35 cada lavagem, o método poupa cerca de 300 a 400 litros de água gastos pelo sistema convencional. “Diluímos um concentrado em apenas 300 ml de água e pulverizamos no carro. A composição química do produto, que tem silicone, levanta a sujeira da lataria e é só limpar depois”, explicam os alunos Gabriel Caroba e Thiago Furtado.

Bambu x madeira

Já o projeto Novo Design propõe a troca de móveis de madeira por móveis de bambu. A vantagem é que o bambu, quando cortado à altura média de 1 metro, continua crescendo, às vezes até o dobro do tamanho. “Isso reduz o desmatamento de árvores, seja do próprio bambu ou de eucaliptos”, afirmam Guilherme Betti e Júlio César Hernandes.  Mas o principal fator é o preço, uma vez que o bambu, que custa R$ 375 a tonelada e dispensa ser beneficiado para produzir móveis, é consideravelmente mais barato do que a madeira. Uma tonelada de eucalipto custa R$ 9,5 mil, segundo pesquisa dos alunos.

Por sua vez, o restaurante temático da São Paulo Railway teria a dupla vantagem de acrescentar nova atração turística para revitalização da Vila de Paranapiacaba, que é tombada como patrimônio histórico, assim como recuperar alguns vagões da antiga companhia inglesa. “Os vagões estão se deteriorando na natureza e sua transformação em restaurante traria esse apelo da história da Vila. Além disso, a proposta é que o lucro com o restaurante seja revertido em outras melhorias para os moradores locais”, informam os alunos Carla Silva Sérvulo e Leonardo Schiavon, que calculam em R$ 200 mil o investimento inicial e em R$ 100 mil o faturamento anual com o empreendimento consolidado na forma de uma hamburgueria.

Caroço de manga

Mais do que aproveitar um item descartado na quase totalidade no meio ambiente, o caroço de manga traz o benefício de substituir com vantagem o plástico feito à base de polímeros, que vem do petróleo. O Mango Plastic é desenvolvido a partir do acetado de celulose dos caroços de manga desperdiçados por frutarias, mercados e lanchonetes, ou seja, de oferta abundante.

“Pensamos na substituição de embalagem plásticas de arroz, mas pode ser aplicado em outros tipos de alimentos não perecíveis”, projeta o grupo dos estudantes Matheus do Nascimento e Eduardo Veríssimo, entre outros. Eles calculam que em três horas e meia, com produção de 8 mil sacos de Mango Plastic, a máquina Bag semiautomática paga seu custo de R$ 25 mil. Além disso, a natureza agradece, pois um caroço de manga leva 200 anos para se decompor.

De olho na introdução do skate como esporte olímpico a partir de 2020, a equipe de Alexandre de Souza e Lucas Scurato, entre outros, desenvolveu um tênis sustentável feito com sola de borracha reciclada de pneus usados. Além da redução da extração de borracha natural, o projeto diminui também o problema dos pneus descartados a céu aberto e os gastos para produção do calçado. “Nosso solado mantém a mesma propriedade de um tênis normal, ou seja, não prejudica a atuação do esportista, além de ter o apelo de ser uma marca sustentável”, dizem os alunos, que fizeram pesquisa e concluíram que 85% dos clientes aprovam produtos que respeitam o meio ambiente e 74% comprariam tênis com esse argumento. Uma sandália estilo Havaianas, por exemplo, custaria R$ 2,50 o par com sola de pneu usado reciclado.

Veja as propostas de todos os projetos.

Veja imagens do evento.

3ª Feira de Projetos Sustentáveis

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