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Alunos da Metodista criam xícara de café comestível

26/01/2015 19h21

Que tal degustar a xícara após tomar um saboroso café no almoço ou mesmo à noite, num lanche com amigos?

A proposta é real, de fácil confecção, e faz parte de pesquisa desenvolvida por alunos da Faculdade de Administração e Economia da Universidade Metodista de São Paulo. Feita com biscoito e revestida com camada de açúcar caramelizado, a xícara comestível é uma das inovações de uma cafeteria que os estudantes projetaram a partir da mais brasileira das bebidas.

O negócio foi batizado de 'Cafeteria Com Q Café' e propõe um novo conceito de consumo, disseminação da cultura e modo de preparo de cafés. Os cinco alunos concluintes do curso de Administração da Metodista preocuparam-se em idealizar um ambiente moderno e funcional para clientes de cafeterias – um local para leitura, para momento de descontração, reunião profissional ou até para breves refeições.

Mas a prestação de serviços é a grande atração da experiência. O empreendimento é ancorado por um barista treinado para trazer opções aos clientes de preparos especiais, criar desenhos artísticos a partir do leite vaporizado e assumir papel fundamental de transmissor de conhecimentos sobre o café.

“A diferenciação do recipiente comestível é única e de grande potencial, pois faz com que a dose de café assuma posição secundária e a xícara, o elemento principal”, apostam os autores do projeto, Karen Barbosa, Kathleen Falchi, Otavio Giamarusti, Priscila Gomes e Rafaela Correia. O objetivo, segundo eles, é transformar o simples consumo de uma bebida em um momento saboroso.

Conforme o professor Wagner de Paula Gonsalez, embora comum em países europeus, o recipiente comestível não despertou interesse no Brasil por desconhecimento e devido à certa complexidade na confecção. “Foram necessários diversos testes até conseguirmos o resultado esperado”, comenta a aluna Karen Leal.

O professor Wagner Gonsalez enxerga outras variantes a partir do trabalho: “Pode-se pensar em copos comestíveis e em revestimentos com vários sabores”, propõe como upgrade aos estabelecimentos que trabalham com refeições. Para os alunos, uma das grandes virtudes do projeto é a sustentabilidade, já que seriam evitadas toneladas de descartes de xícaras de plásticos ou de isopor.

Além do coador          

No empreendimento que os formandos de Administração da Metodista montaram para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), a escolha do café como propulsor de um negócio é justificada pelo alto consumo no Brasil. São 82 litros/ano por brasileiro, além de estar presente em 95% dos lares. Como contraponto ao preparo convencional no Brasil (coado), o plano de negócio sugere explorar os avanços da tecnologia e incentivar mudanças de hábito de consumo, como café solúvel, em cápsulas e moído.

“Cafeterias têm serviços orientados para atendimento personalizado e diferenciado dos demais locais. O público frequentador é em sua maioria constituído por jovens e adultos em início de carreira, o que revela um dado negativo quanto ao café convencional”, concluíram os alunos, que a partir desse cenário vislumbraram outras formas de preparo que não o café puro. Some-se a isso pesquisa indicando que o Brasil ultrapassaria os campeões Estados Unidos em consumo em 2014, com 1,03 milhão de toneladas de café industrializado, 50% degustados fora do lar.

“Isso resulta no aumento do número de cafeterias, restaurantes, padarias e outros locais que ofereçam bebida de boa qualidade. Nesse cenário, tecnologia e inovação são implementadas nos estabelecimentos que comercializam a bebida, principalmente por cafeterias, a fim de agregar valor ao negócio, criar uma proposta de diferenciação em relação à concorrência e novos hábitos de consumo”, conclui o trabalho.

Segundo os formandos da Metodista, o mercado e o gosto do brasileiro por cafés mais refinados -- conhecidos como café gourmet ou especiais (descafeinado, orgânico e de origem certificada) -- também se explicam por ser o Brasil o produtor que mais fornece grãos especiais e de alta qualidade para o mundo. “A opção pela bebida em sachês ou cápsulas ou o tradicional café torrado em grão para uso em máquinas automáticas e profissionais cresce 20% ao ano”, citam, acrescentando que é nas cafeterias que estão os consumidores mais abertos a experimentações e a influências a novos tipos de consumo.

Demanda por novidades

Segundo a ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), 32% dos consumidores que preferem café premium ao invés de marcas comuns afirmam consumi-lo em cafeterias, contra 30% em bares ou padarias e 25% em casa.

Foi com base nessa qualificação do público de café gourmet que os alunos da Metodista chegaram à conclusão de haver demanda por novidades, novas misturas e inovações. Além de baristas treinados para transmitir conhecimentos sobre a bebida e para prepará-la com efeitos artísticos, chegaram ao projeto do recipiente comestível.

A inspiração, segundo eles, veio do The Cookie Cup, da empresa italiana Lavazza em parceria com o designer Enrique Sardi e o confeiteiro Lello Parisi. São biscoitos feitos em moldes de xícara de café expresso revestidos por camada de açúcar especial que impermeabiliza o biscoito, impedindo que ele superaqueça, umedeça e desmanche.

A tabela de preços projetada pelos alunos para o café em xícara comestível de 50 ml é de R$ 8,90, contra R$ 4,50 de um cappuccino e R$ 3,00 do café expresso. O valor é considerado competitivo levando-se em conta tratar-se de uma forma diferenciada de consumir a bebida, avalia o professor que orientou o trabalho, Wagner Gonsalez.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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