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6ª Feira de Projetos Sustentáveis põe o foco na redução do lixo

Alunos do 2º período de Administração e ADM-Comércio Exterior foram além da reciclagem

04/06/2019 17h55 - última modificação 04/06/2019 18h11

Alunos do 2º período de Administração e ADM-Comércio Exterior foram além de ações de reciclagem (Fotos Malu Marcoccia)

Princípios que devem reger empresas ambientalmente responsáveis marcaram os Projetos de Ação Profissional (PAPs) de alunos do 2º semestre de Administração e ADM-Comércio Exterior, que idealizaram várias ações de reaproveitamento de plásticos e água das chuvas. Recuperar latas de tinta em alumínio, trocar colheres de plástico por outras feitas com fécula de mandioca, além de uniformes infantis confeccionados com PET foram algumas das ideais expostas na 6ª Feira de Projetos Sustentáveis da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 3 de junho, na Praça Central do campus Rudge Ramos.

“Os projetos foram além de recuperar e reciclar, pois todos se preocuparam em reduzir o lixo que produzimos”, avaliou a coordenadora do curso de Administração EAD, professora Thaisa Bechelli.

Combater o dano ambiental num Brasil que é hoje o 4º maior produtor de plástico do mundo e recicla apenas 1,2% do volume foi a preocupação do grupo que projetou a introdução de colheres biodegradáveis na Açai Formosa. Com 65 lojas no Estado de São Paulo, a rede fechou parceria com a Oka Bioembalagens para substituir seu consumo de 24 mil colheres de plástico/mês por artefato feito com água e fécula de mandioca, que além de poupar o meio ambiente é comestível.

“Embora a colher biodegradável custe R$ 0,34, ou R$ 0,30 a mais do que a de plástico, o investimento de R$ 58 mil para a implantação será amortizado em um ano. Além disso, projetamos aumento do consumo de açaí nas lojas devido ao apelo de responsabilidade social associado à marca”, explica Evelin Dias, uma as integrantes do grupo.

O alcance de práticas sustentáveis na Escola de Educação Infantil Naamã não se restringiu à coleta e tratamento da água da chuva para reuso e consumo humano. Os alunos desenvolveram projetos também para adoção de material ecológico (lápis semente e papéis recicláveis), além de uniformes confeccionados com 50% algodão e 50% plástico PET. “É importante trabalhar a consciência ambiental desde pequeno”, justificou a aluna Clarice Schiavo, acrescentando que também os pais são envolvidos na ação, pois devem levar duas garrafas PET para cada peça do uniforme. O preço da camiseta a R$ 50, segundo Clarice, se paga pela maior durabilidade.

O mesmo princípio de educação ambiental entre crianças de zero a 5 anos foi pensado para a captação da água de chuva, sua purificação e reuso na limpeza da escola ou como água potável para beber. O aluno Vitor Ventura Marcelo explica que a infraestrutura para o projeto custa no máximo R$ 800 incluindo mão de obra. A primeira fase da purificação é feita com sulfato de alumínio, e não cloro, para a água ser usada em pontos da escola e, depois, com uma manta acrílica para torná-la apta ao consumo humano.

Confira os projetos apresentados:
1 - Reuso da água da chuva na empresa Wheaton, em São Bernardo
A Empresa Wheaton é líder nacional no fornecimento de embalagens de vidro para perfumaria, cosméticos e farmacêutico: é uma das cinco maiores fabricantes nesses segmentos do mundo. Localizada em São Bernardo do Campo (SP), cidade com alto índice pluviométrico, surgiu a ideia do aproveitamento da água da chuva, já que se trata de empresa de grande porte e com muitas opções de setores para aplicar o reuso. Depois de estudos e análises da área da empresa, as calhas e cisternas representaram as opções mais funcionais e convenientes financeiramente.
Alunos: Deyvid Botelho, Diego da Silva, Leticia Campos, Nathalya Aimoré, Pedro Moreira e Rafael Giordano.

2 - Reutilize, Recupere e Recicle Suas Embalagens de Tinta
Segundo estudo realizado pela UniEthos, entidade dedicada à educação por meio do desenvolvimento de estudos e pesquisas, em 2013 pelo menos 69% das empresas brasileiras reconheciam que a implantação da sustentabilidade no planejamento estratégico é uma necessidade e 65% informavam que a inovação é seu principal propósito. Para elevar esse número, o projeto busca introduzir na Sinteplast a reutilização de suas embalagens e dos materiais que as compõe (alumínio e plástico), buscando também a conscientização da sociedade, pois uma vez que esses resíduos são descartados no meio ambiente sem qualquer ciência, o tempo de decomposição pode durar até 500 anos. Com isso, o projeto aborda algumas análises feitas com base em pesquisas de campo, em informações coletadas de artigos online, documentos e sites de dados e estatísticas.
Alunos: Aline Aparecida de Oliveira Lourenço, Ana Clara Melo Ramos, Gabriele Vecchi Oliveira, Letícia Araújo Rocha, Milena Rafael, Thainá Gonçalves de Souza e Thais Gonçalves Dantas da Silva.

3 - Projeto de sustentabilidade na escola infantil Naamã
O projeto se baseia em possibilitar a implantação de projetos sustentáveis na escola infantil Naamã em São Bernardo do Campo (SP), pensando em benefícios tanto para o meio ambiente, como para a instituição, pais e alunos. O objetivo principal é a captação da água da chuva, sua purificação e utilização em pontos da escola. O objetivo secundário é diminuir o custo dos uniformes, implantando camisas ecológicas produzidas com garrafas pets. Com essa implantação, estaríamos incentivando a reciclagem na instituição, diminuindo a poluição, mesmo que em menor escala. Junto a esses objetivos, também temos intuito de incentivar a educação ecológica aos alunos por meio de lápis semente, papéis sustentáveis e outras atividades que possam envolver tanto a ecologia como a sustentabilidade nessa fase escolar.
Alunos: Beatriz Teles, Clarice Angélica Orrico Schiavo, Juhan Cruz Matias, Leandro Gallis e Vitor Cezar Ventura Marcelo.

4 - Como água e mandioca podem mudar o destino do plástico
O Brasil é hoje o 4º maior produtor de plástico no mundo e recicla apenas 1,2% (WWF,2019). Durante muito tempo acreditou-se que a produção de plástico não seria problema para a sociedade, já que se trata de material reciclável.

Porém, após estudos e pesquisas concluímos que a produção desenfreada de plástico tem sido um problema não só para as indústrias responsáveis pelo processo de reciclagem, mas também à sociedade como um todo.
O acúmulo de lixo tem sido responsável por desastres na natureza e se aproxima cada vez mais da vida cotidiana. Por conta disso, há necessidade de conscientização das pessoas como consumidoras e uma oportunidade para uma inovação do mercado.

Em parceria estão o Açai Formosa, empresa que se expandiu no Grande ABC e agora soma 65 lojas no Estado de São Paulo, e a Oka Bioembalagens, que oferece ideia inovadora no ramo de embalagens 100% sustentáveis.
Nossa proposta é que o Açai Formosa substitua em toda sua rede o uso de colheres de plástico, que chegam até 24 mil por mês, por colheres produzidas pela Oka Bioembalagens com água e fécula de mandioca. O mais surpreendente é que a colher é comestível e pode ser descartada na natureza sem oferecer nenhum perigo ao meio ambiente.
Alunos: Daiana Barbosa, Evelin Dias, Julia Camargo, Matheus Pinho, Paulo Bruno e Paulo Vinicius.

5 - Reutilização de retalho de confecção industrial para produção de roupas e cobertores para cachorros ou gatos em adoção ou situação de rua
O projeto consiste em trabalhar com retalhos de roupas da Malharia Angles e transformá-los em roupinhas e cobertores para cachorros e gatos que não têm um lar. A contribuição causará impacto ambiental e social significativo, envolvendo também o aspecto econômico na reutilização de resíduos.
Alunos: Emily Cervantes Vitorino Mansano e Isabela Cerquini.

Veja fotos do evento.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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